JUSTIÇA CLIMÁTICA

A crise climática não afeta todos da mesma maneira

Justiça climática parte do reconhecimento de que os impactos ambientais e climáticos possuem dimensões sociais, econômicas, territoriais e históricas.

Eventos extremos, degradação ambiental, poluição, insegurança hídrica, perda de biodiversidade e mudanças nos sistemas produtivos podem produzir consequências diferentes conforme as condições sociais e territoriais das populações.

Por isso, enfrentar a crise climática envolve não apenas reduzir emissões e proteger ecossistemas, mas também compreender quem está exposto, quem possui capacidade de adaptação, quem sofre os impactos, quem participa das decisões e como os custos e benefícios da transição são distribuídos.

Dimensões da justiça climática

Justiça distributivaComo riscos, custos, recursos e benefícios são distribuídos entre pessoas, grupos e territórios?

Justiça procedimentalQuem participa das decisões que afetam seu território e suas condições de vida?

Justiça de reconhecimentoQuais comunidades, conhecimentos, modos de vida e necessidades são reconhecidos nas políticas públicas?

Justiça intergeracionalQuais responsabilidades temos diante das gerações futuras?

Justiça territorialComo diferentes territórios são afetados pela degradação ambiental e pelas mudanças climáticas?

Conhecer para agir

A Frente busca reunir informações, dados, experiências territoriais e políticas públicas que permitam compreender essas desigualdades e ampliar a capacidade de participação social.

A abordagem de justiça climática deverá estar conectada às áreas de Territórios, Dados, Políticas Públicas, Soluções e Finanças, permitindo relacionar problemas sociais e ambientais aos instrumentos necessários para enfrentá-los.

Justiça climática como capacidade pública

Uma transição socioambiental justa requer capacidade institucional, participação social, financiamento, planejamento territorial, produção de conhecimento e mecanismos de acompanhamento.

Por isso, justiça climática não é tratada apenas como um princípio abstrato, mas como uma questão de governança, políticas públicas e capacidade de ação.

Editor Frente
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